sábado, 2 de julho de 2011

2° Capítulo - Acidente

E assim que eu chego vejo que como sempre o mesmo sistema de Castas ainda é o único que habita esse colégio sendo divido em cinco castas, a 5º casta é a dos nerds, a 4° dos roqueiros, a 3°de pessoas normais, que não se encaixam em nenhuma das outras castas (eu e Clara fazemos parte dessa casta)2º das meninas mais gostosas do Ensino médio, o que eu pessoalmente acho uma palhaçada já que não passam de garotas anorexias, retas e totalmente inseguras, e a 1° e mais importante do colégio os garotos mais gostosos do colégio, ou seja, os garotos que fazem Técnico, o que eu também discordo já que são só babacas, que não dão o maior valor pra nenhuma das garotas desse colégio.
Vou direto para a máquina de Café e pego um expresso com creme. O que ainda é a única coisa que me faz gostar dessa escola já que é a única que possui uma, e eu sendo totalmente viciada em café agradeço por isso.
Já a Clara gosta mais do hambúrguer e do refrigerante, e passa o intervalo inteiro falando como o cheiro do café é ruim.
Mal terminei o meu café e o sinal já tocou, e voltou para sala para ter mais três torturantes tempos de aula.
Assim que eu sento no meu lugar, ligo o meu Ipod mais quando percebo que é aula de Geografia, logo expulso o tédio de mim, e me forço a presta atenção já que esse professor não é lá, meu melhor amigo por assim dizer.
Depois de três longos e esticados tempos de Geografia enfim toca o sinal, e me levanto para sair, Clara vêm em minha direção.
- Eu e você vamos ao shopping hoje.
- A claro, porque você já me perguntou se eu posso e eu disse “é claro que sim, porque não?” – eu começo a rir
- Deixa de ser sarcástica, você não fica sensual assim, e eu sei que você não tem nada para fazer essa tarde então nem adianta inventar uma desculpa.
- Clara hoje eu não posso, eu tive que praticamente arrastar minha mãe de volta para casa já que ela repentinamente queria ficar mais uma semana por lá, graças é claro ao seu novo amigo – fiz uma cara de repulsa – e com isso eu ganhei três dias lavando a louça do almoço e levando minha irmã para o curso.
Clara me olhou com uma cara de total pena.
- Ai, sua mãe sabe como castigar uma filha quando a impede de dar uns amassos.
- Clara que nojo, me poupe dos detalhes, nem tudo que se passa na sua cabeça eu preciso saber ok? Eu tento não pensar nem no que se passa na minha. – fiz uma cara de nojo
- Ok, ok é demais para uma menina de 16 anos eu te entendo. – ela começou a rir, eu comecei a rir também e a empurrei
- Vamos logo, eu preciso ir para casa, e, por favor, da próxima vez, guarde sua opinião sobre os amassos da minha mãe para você, isso é bizarro.
Ela começou a rir, e me acompanhou.
Saímos no estacionamento, e nos despedimos. Fui em direção ao meu carro, entrei liguei meu ipod no som, e fui em direção a saída.
Estava tocando *Paramore- Decode uma das minhas músicas favoritas.
Assim que sai do estacionamento, virei à esquina e parei no sinal, e então a sensação veio como uma pontada no meu coração, eu me encolhi, ela nunca tinha sido tão forte como agora, eu já não sabia mais o que isso significava, eu só queria chegar em casa, mal sabia eu que nesse dia eu não iria para casa.
Assim que o sinal ficou verde, eu segui. Tudo foi muito rápido, questão de milésimos e o caminhão me atingiu, eu não sabia o que pensar, e minha vida não passou diante dos meus olhos, simplesmente me veio um nome na cabeça Pedro.
Uma dor subiu forte pela minha espinha e então tudo estava dormente, eu não sentia mais meu corpo, nada além de um líquido quente escorrendo pelo meu rosto, o que eu logo percebi pelo gosto que era sangue e então tudo foi apagando aos poucos, e como se eu não tivesse dormido há dias eu apaguei.
A morte é calma, tranqüila, sem pressa apenas uma linha fina separando o que um dia foi para um sono profundo.

2 comentários:

  1. Karina-Cullen Salvatore2 de julho de 2011 17:19

    ganhei de vc de novo line

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  2. Karina-Cullen Salvatore2 de julho de 2011 17:35

    Juh vc ta de parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!

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