domingo, 3 de julho de 2011

5° Capítulo - Revelando os segredos











Obscurecendo e confundindo a verdade e as mentiras
Portanto, eu não sei o que é real e o que não é
Sempre confundindo os pensamentos na minha cabeça
Portanto, não posso confiar em mim mesma
Eu estou morrendo novamente

Evanescence, Going Under

Eu o segui, não sabia o que pensar o que estava acontecendo?
Eu olhei para o céu, e a lua se instalava plena e completa e nesse momento eu soube nada seria igual.
Ao passarmos pelo o Kaio, com o rosto cheio de sangue, aquele cheiro despertou uma sensação estranha em mim, como um medo, um nó que desceu rasgando pela minha garganta, e em um relance, pude ver que os olhos de Pedro estavam vermelhos, como se em um piscar de olhos eles estavam verdes novamente, mas eu vi, eles estavam vermelhos, mas a essa altura, com tudo isso acontecendo e esse nó em minha garganta eu já não estava confiando tanto em minha sanidade.
- Para onde estamos indo? – eu estava impaciente, e esse silêncio entre nós não estava facilitando as coisas.
Nós andamos até fora da escola, e fomos para o estacionamento, havia um banco logo abaixo de uma árvore na parte mais isolada do estacionamento, é claro que depois de quase ser abusada por Kaio eu não deveria ir a um lugar desses com um desconhecido, mas essa era a questão eu sentia como se o conhecesse há tanto tempo, e confesso que isso estava começando a me assustar.
- Venha vamos nos sentar ali. – eu o segui e sentamos no banco um de frente para o outro.
- Ta tudo bem, eu te segui até aqui... Quando é que você vai me falar o que está acontecendo? E o que era aquilo nos seus olhos? – ele me olhou como se surpreso. – Olha eu vi ta bom? Então por favor, vamos pular a parte de que nada aconteceu e vamos direto ao assunto, o que é tudo isso?
- Eu vou te contar, mas antes você tem que me prometer que não vai surta.
Ele me encarou.
- Ta tudo bem.
- O que você acha que eu sou?
Eu o encarei... “Vampiro” da onde essa palavra tinha vindo? Eu não sei como, mas aquela palavra ficou fixada na minha cabeça, e criou raízes, e em instantes olhando para ele, ela tomou força e então veio a certeza.
Meu deus... Ele era um vampiro, mas como eu sabia disso? Meu deus, eu bati a cabeça no acidente, será que eu estou ficando louca?
Não isso era real, tinha de ser.
Um silêncio se instalou entre nós, foi ele quem o cortou.
- E então, já sabe o que eu sou?
- Sei, mas temo que isso seja verdade ou só resultado de um pós-coma.
- Receio que seja verdade, e você está com medo?
Agora que ele me perguntou comecei a pensar sobre isso, mas que história mais louca, como assim vampiros... E... Não eu não estava com medo, mas aquele nó na garganta permanecia ali, intacto.
- Não – falei entre os dentes.
- Catarina... É tudo muito complicado, não é o tipo de história que possa ser esclarecida em uma noite, e não cabe a mim te contar tudo, só o que eu posso dizer é seu pai quer vê-la.
Eu ergui a sobrancelha.
-Pai? Sério? Olha não sei que tipo de brincadeira você ta tentando fazer, nem muito menos o que te disseram, mas meu pai morreu, eu o vi morrer e não é o tipo de assunto que eu quero tratar com um estranho aqui há essa hora.
- Não é desse pai que eu estou falando, Catarina eu estou falando do seu pai de verdade, Henrique, ele quer vê-la e eu estou aqui para assegurar que isso aconteça.
- Calma o que você está dizendo? Que Paulo não era meu pai de verdade? Você tem noção do absurdo que está saindo da sua boca? – Medo tomou conta de mim.
- Catarina temos pouco tempo, então, por favor, eu vou te explicar isso melhor, mas você precisa vir comigo.
- Como assim? Você espera mesmo que eu vá para não sei aonde, com um estranho que acabou de dizer que meu pai, não é meu pai, e que é um vampiro?- soltei um riso nervoso – Olha a história ta bem interessante mais sinceramente eu prefiro ir para casa.
- Catarina você não pode ir para casa, eles estão atrás de você.
- Eles? Quem são eles?
- Eles Catarina, soldados de seu tio. – ele me lançou um olhar sério
- Olha isso é tudo muito louco, você sabe o tamanho da loucura que você ta me contando?
Eu estava confusa, mais esse nó na garganta essa sensação, agora eu sabia o que era ele tinha razão eu tinha que sair Dalí.
- Olha eu entendo, eu sei que isso tudo deve estar parecendo loucura para você, mas nós dois sabemos que no fundo você sabe que é verdade é seu instinto Catarina, pergunte a si mesma.
- Como eu posso saber si isso é mesmo verdade? Você quer que eu deixe minha família, tem noção do que está me pedindo?
- Eu sei que é difícil, mas você não está mais segura aqui e precisa vir comigo.
- Espera, se essa história toda é verdade, como eu posso ter certeza de que você não está ao lado desse meu tio perdido?
- Você acredita mesmo nisso que está dizendo?
Não, eu não acreditava porque tudo em relação a ele era tão tranqüilo, tão sólido e concreto... Eu simplesmente não era eu mesma perto dele, ou era uma Catarina que eu nunca tinha me permitido ser.
E essa história pode ser maluca mais, olhando nos olhos dele, tudo faz tanto sentindo, como se eu já soubesse disso.
Um barulho interrompeu meus pensamentos, e como um vulto Pedro se levantou e como antes seus olhos estavam vermelhos, se eu tinha alguma duvida de que ele era vampiro, essa duvida morreu naquele instante.
- Catarina eles estão aqui, nós temos que ir
- Mas... Não eu tenho que me despedir da minha mãe, eu não posso só partir, e o todo o resto? E minha família eles vão ficar preocupados.
- Você tem razão, não podemos chamar a atenção – ele ficou pensativo, olhando para o nada a sua frente. – Escute bem o que eu vou dizer, eu vou levá-la para sua casa agora, e pela manhã nós partiremos.
Como assim? E minha mãe o que eu iria dizer a ela?
Como se lendo meus pensamentos Pedro assentiu.
- Sou um vampiro lembra? Eu tenho meus métodos.
- Você não vai machucá-la
- Não eu não vou. – e nesse momento ele me olhou da maneira mais doce que jamais tinha sido feita antes, porque tudo em relação a ele era tão certo e tão confuso.
- Olha, eu ainda não sei onde eu estou com a cabeça fazendo isso.
Nós não o vimos chegar, simplesmente uma figura apareceu a nossa frente.
Era um homem, alto, magro, todo de preto, ele estava afastado e no escuro, eu não consegui ver seu rosto, foi Pedro quem falou
- Pode ir embora, ela não vai com você.
- Eu não teria tanta certeza, Carlos a quer, e ele a terá;
- Nunca.
Eu não vi quem saltou primeiro, tudo foi muito rápido, nada que meus olhos pudessem seguir, se tornaram apenas vultos e ruídos em meio aquela escuridão, e por fim eu só ouvi um grito, mas não vinha deles e sim um pouco mais a frente era Clara, um deles a segurava.
Eu entrei em pânico, as únicas palavras que saíram pela minha boca foi
- Eles a pegaram.
Nesse momento Pedro e a figura de preto já estavam no chão, Pedro estava se levantando, com as mãos sujas de sangue, um arrepio subiu pela minha espinha e um medo se instalou sobre o meu corpo.
Ele me respondeu antes que eu pudesse pergunta
- Não se preocupe esse sangue não é meu.
- Você tem de ajudá-la, eles vão matá-la.
- Fique aqui!

Pedro se moveu como uma brisa, silencioso e rápido, em milésimos estava atrás do homem que segurava Clara, e quebrou seu pescoço, nesse instante outro homem apareceu atrás dele, e quando ele segurou o pescoço de Pedro, soltei um grito abafado.
Mas antes que eu pudesse correr ou ver qualquer coisa Pedro se soltou e quando vi o homem já estava no chão com sangue em seu rosto.
Clara veio correndo em minha direção e se jogou em cima de mim, em meio a soluços.
- Catarina o que é tudo isso? Porque aqueles homens estão atrás de você?
- Eu não sei, só fique calma, está tudo bem agora.
Não sei se disse aquilo para convencer Clara ou a mim mesma.
Pedro se aproximou e em seus olhos eu pude ver, nós precisávamos ir.
Passamos pela casa de Clara, e a deixamos lá, agora muito mais calma do que antes.
- Catarina você está bem?
- Estou Clara, eu já disse vai ficar tudo bem?
- Cat, você esqueceu que não pode mentir para mim?
Soltei um riso abafado
- É eu sei
- E o que você pretende fazer agora? Para onde vocês vão?
- Eu não sei.

2 comentários:

  1. Karina-Cullen Salvatore3 de julho de 2011 19:46

    Karina 4 - Aline 1
    E eu venço de novo. hahahahahahahahahahah!!!!!!!!!!
    Eu quero ler +++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  2. hahahaha.... sua feia, eu não ligo ta! ><

    Muito foda e eu quer mais! bjs

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